Atacada em Zurique

Quando olhei a notícia da mulher brasileira que foi atacada em Zurique o que mais me chamou a atenção foram as fotos, a precisão dos cortes. Os golpes desferidos pela navalha (ou estilete) formavam a sigla de um partido político, sem dúvida. E quem quer que tenha feito o serviço, o fez com muito esmero, sabia o que estava fazendo.

Daí a vítima passou a ser acusada, em um piscar de olhos, com base em um laudo produzido por um Instituo de Medicina Forense. Em outras palavras, ao invés de atendimento e conforto, convocaram um médico para provar que ela estava mentindo e que ela mesma teria se cortado… Ou seja, ela deixou de ser paciente.

Espanta-me a velocidade com que se fabricam provas. É impressionante como um Instituto de Medicina expõe a vida de uma paciente. Sim. Ali ela estava na condição de uma paciente, será que o caso não poderia correr em sigilo?

Por tudo isso quero deixar registrada minha solidariedade a Paula Oliveira, que de vítima passou a ser acusada e se transformou no alvo de toda a sorte de especulações. Paula Oliveira virou o “judas” do jornalismo mais baixo, o especulativo, que não hesita em assassinar reputações ou comprar teses de autoridades.

É preferível soltar um criminoso a condenar um inocente. Pelo menos assim penso eu, que procuro ter um mínimo de responsabilidade pelas coisas que publico. Creio que Paula Oliveira merece nosso apoio e solidariedade.

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Um comentário sobre “Atacada em Zurique

  1. O Brasil não hesita em abrir as portas e dar vistos para trabalhadores estrangeiros que, em muitos casos, substituem a mão-de-obra brasileira. Basta entrar no site do Ministério do Trabalho e ver os pedidos deferidos.

    Paula Oliveira era uma trabalhadora que sofreu agressão de xenófobos naquele país.
    Vamos ver como o governo brasileiro vai lidar com a situação.

    Agora eu pergunto: alguém ainda quer ir para a Suíça?

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