Oi Rená! Também gostei do seu blog. Não conheço o jornal Constituição e Democracia. É digital? Envie-me o link. Abraços e volte sempre!
Canto O Meu Canto Do Olhar Em Piere Fatunbi Verge Meus lábios grandes Cor de escravos em tempos de néon Meu grito é negro Tenho medo Não tenho fé na Europa clerical Tua arma é negra Meu sangue vai a tua boca Teu café da manhã é farto Eu herege Renegado e maldito Grito e gente Fome Muita fome E meu desespero em lábios molhados no desejo da flor Nego a noite de teus olhos O açoite A história África Bahia Alagoas Paraíba Em clamores Palmares Em terra de negro rei guerreiro Quem sabe a dor do negro É negro com dor de negro Não comungo o sincretismo do estupro euro Nego o pleno De tua vitoria Amo o negro da voz negra Afrolatina Na boca negra baiana que mora em cachoeira Cidade mais negra e pobre como todo negro Em todo o mundo Em todo Mundo Paulo batista 1998. Olhar Da Dialética Relação Homem Natureza Privilégio de rio é luar clareando a fina areia No ir e vir de tantas águas Tocar o mar Movimento natureza Ritmo leve a conjugar Afago sutileza Chuva Sol Verde Corpo único Continuo Nem tão leve O homem Caminhar sereno Relva e silencio Gotas no olhar Observa a folha na floresta Percebe o gosto Da gota que guarda O saber E nela o movimento Rio e Mar… Paulo Batista 1995
Vc conhece o jornal Constituição e Democracia?
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Canto O Meu Canto Do Olhar Em Piere Fatunbi Verge
Meus lábios grandes
Cor de escravos em tempos de néon
Meu grito é negro
Tenho medo
Não tenho fé na Europa clerical
Tua arma é negra
Meu sangue vai a tua boca
Teu café da manhã é farto
Eu herege
Renegado e maldito
Grito e gente
Fome
Muita fome
E meu desespero em lábios molhados no desejo da flor
Nego a noite de teus olhos
O açoite
A história África Bahia
Alagoas Paraíba
Em clamores Palmares
Em terra de negro rei guerreiro
Quem sabe a dor do negro
É negro com dor de negro
Não comungo o sincretismo do estupro euro
Nego o pleno
De tua vitoria
Amo o negro da voz negra Afrolatina
Na boca negra baiana que mora em cachoeira
Cidade mais negra e pobre como todo negro
Em todo o mundo
Em todo
Mundo
Paulo batista 1998.
Olhar Da Dialética Relação Homem Natureza
Privilégio de rio é luar clareando a fina areia
No ir e vir de tantas águas
Tocar o mar
Movimento natureza
Ritmo leve a conjugar
Afago sutileza
Chuva
Sol
Verde
Corpo único
Continuo
Nem tão leve
O homem
Caminhar sereno
Relva e silencio
Gotas no olhar
Observa a folha na floresta
Percebe o gosto
Da gota que guarda
O saber
E nela o movimento
Rio e Mar…
Paulo Batista 1995