Mais uma mudança no layout

Março 30, 2009

Eis o novo layout! O anterior era super funcional, tinha todos os recursos, porém não dava pra personalizar a página principal – o que gerava uma certa confusão com o blog do Emerson outros blogs por aí.

Escolhi esse tema por sugestão de um colega do twitter (Arlesophia). Além de ter os recursos do tema anterior, ainda dá pra mudar a imagem do cabeçalho sem pagar pro wordpress sofrer.

A imagem que coloquei aí no topo é um recorte de uma foto feita em uma rua da Valparaíso (Chile). Mas a idéia é ir trocando a imagem conforme a estação.


Conferência Nacional de Comunicação

Março 27, 2009

Pessoal! A Conferência Nacional de Comunicação está saindo do papel! Parece que finalmente vai acontecer e vai ser em dezembro deste ano, leiam: http://www.proconferencia.com.br/index.cfm

Confesso que sinto muita dificuldade em manter um diálogo sobre o direito à comunicação com pessoas leigas no assunto. O problema não é o desconhecimento puro e simples: é a pessoa achar que entende do tema, naquela lógica: se eu sei o que é direito e posso me comunicar, então eu entendo de direito à comunicação.

Acho que deveria ter uma disciplina na faculdade de jornalismo chamada: “Paciência para explicar aos leigos o conceito (ou os conceitos) de direito à comunicação”.

Vejam a dificuldade: a cada frase que defendo em relação ao direito à comunicação, sou obrigada a explicar ao leigo o conceito de cada palavra. Geralmente a pessoa acha a explanação toda muito enfadonha (porque vai contra aquilo que ela acha que sabe) e a pessoa desiste de prestar atenção ao que você está dizendo.

Dos leigos já ouvi de tudo: que rádio comunitária derruba avião, que a tendência do mundo é a concentração de empresas mesmo – e afinal por que você não vai trabalhar na Globo (!) – que a polícia tem mais é que fechar mesmo “essas rádios que estão contra as leis” (!), que as rádios comunitárias tocam funk e merecem ser fechadas, e por aí vai a discussão, ladeira abaixo, eu falando grego, e a pessoa ouvindo tango.

Enfim. Para a maioria dos leigos, direito à comunicação é qualquer coisa parecida com o que já existe hoje: ter uma imprensa “livre”, ter a possibilidade publicar uma opinião na seção de cartas de um jornal de grande circulação, e já está bom demais.

Poucos leigos ousam questionar as concessões de Rádio e TV no país, a falta de transparência e de critérios nos processos de outorgas e as diversas ilegalidades e irregularidades que ocorrem por aí sem que nenhuma autoridade tome providência.

Daí eu pergunto a vocês, dois ou três leitores assíduos dessa bodega: como explicar direito à comunicação para os leigos, em poucas palavras, e sem perder a paciência? Acho que é importante fazer um esforço de esclarecer os leigos até para que eles tomem parte desse processo de construção de novas diretrizes para as políticas de comunicação no país. Que vocês acham?


Cerro Mamelluca, Vicuña – Chile

Março 24, 2009
Lua Cheia, pelo telescópio do Observatório de Mamelluca

Lua Cheia, pelo telescópio do Observatório de Mamelluca

Decidir o roteiro dos passeios durante a viagem é se arriscar para as boas surpresas: de passagem por La Serena, descobri que ali perto (50 minutos de van) havia um observatório com telescópio potente, aberto para a visitação do público leigo, em Vicuña, num lugar chamado “Cerro Mamelluca”. A visita é guiada, com uma aula de astronomia bem agradável antes da observação. O guia explicou que, como era noite de lua cheia, não seria possível ver algumas nebulosas e estrelas… Mesmo assim deu pra ver, com a ajuda do telescópio, algumas estrelas importantes, o planeta saturno e seus anéis e algumas nebulosas. O “Cerro de Mamelluca”, mesmo sem o telescópio, é abençoado! Protegido por montanhas chilenas, é um excelente local para ver estrelas a olho nu e se conectar, quase que automaticamente, a uma certa realidade que a rotina nos rouba.


La Serena

Março 23, 2009
La Serena - Chile

La Serena - Chile

A passagem por La Serena (Chile) não podia ser mais calma?!? Além das ruas tranqüilas e do povo acolhedor, fui contemplada por um solzinho desses que brilham apenas pra aquecer de leve a alma. Até o tempo ajudou a relaxar! Isso sem contar a noite silenciosa que me fez falar aos sussurros com o taxista, o garçom, a recepcionista… Até deu pra disfarçar o portunhol SERENO que eu improvisei no Chile. ;-)


Enquanto isso nas ruas de Valparaíso…

Março 19, 2009
Pegadas chilenas, nas ruas de Valparaíso

Pegadas chilenas, nas ruas de Valparaíso

Estive no Chile pela primeira vez há uns dez anos, levada pelas histórias da escritora Isabel Allende, que tão bem me apresentou os encantos desse país, sobretudo a cidade de Valparaíso.

Nos últimos dias tive a oportunidade de conhecer pessoalmente uma “Valpo” que superou qualquer expectativa que eu poderia ter criado.

Ah! Amei os grafites estéticos e políticos pintados nas paredes das casas; os cachorros que dormiam, gordos, nas sombras das calçadas; os jovens casais chilenos que se perdiam nas longas escadarias; o cheiro de mofo dos ascensores; as turmas de estrangeiros arrastando malas; o jazz ao vivo que rolava na praça e entrava pela janela da casa onde fiquei hospedada; a torta de trufa mais deliciosa que já comi na minha vida.

Ah!

Essa incrível sensação de ser feliz e saber que se é feliz.

Obrigada Isabel Allende!

Valparaíso vale muitas e muitas visitas.


A Folha não sabe que houve uma ditadura no Brasil!

Março 2, 2009

“O que me preocupa não são os gritos dos maus, é o silêncio dos bons” Martin Luther King

Está marcada para o próximo sábado, dia 7 de março, a partir das 10h, uma manifestação em frente ao prédio da Folha de São Paulo, na capital paulista, em resposta à petulância desse jornal em “tentar” dizer que a ditadura no Brasil foi branda, criando para isso o termo: “ditabranda”.

Escrevo “tentar” entre aspas porque existem brasileiros que têm coragem de se indignar e ir pra rua reivindicar RESPEITO às famílias das pessoas que morreram torturadas nos porões da ditadura.

Sim. A Folha escreveu que o Brasil teve uma “ditabranda” em um editorial intitulado “Limites a Chávez”, publicado no dia 17 de fevereiro como resposta à vitória do presidente venezuelano no referendo de 15/02 que lhe permitirá a reeleição ilimitada.

Pergunta que não quer calar: será que a Folha de São Paulo acha que torturar pessoas é algo brando, corriqueiro, tolerável?

Segunda pergunta: transformar nossa  ditadura em “branda” é o argumento mais forte da Folha de São Paulo pra desqualificar o regime de Chávez?!

Qualquer que seja o contexto, afirmar que no Brasil tivemos uma “ditabranda” é um absurdo sem tamanho. Como eu costumo acreditar nas pessoas (!), peço aqui pra vocês: avisem a Folha de que no Brasil houve uma ditadura sangrenta, com tortura, estupro e toda a sorte de covardias institucionalizadas.

Como escreveu Eduardo Guimarães em seu blog: “O importante é deixar claro que não se aceitará nunca mais silenciar ou aceitar revisões históricas sobre os anos de chumbo. Há que exigir respeito às vítimas da ditadura”.

Para conhecer o ato cívico que será realizado na frente do prédio da Folha (Barão de Limeira), acesse o blog Nas retinas e no Blog do Eduardo Guimarães, do Movimento dos Sem Mídia.