Ano novo, novo layout

Dezembro 27, 2008

A bem da verdade eu gostava mais do verdinho. Mas ele não tinha lista de arquivos, campo de busca, enfim. Até que eu procurei, mandei e-mail pro wordpress e pro cara que fez aquele layout. Mas o designer me explicou que ele até desenvolveu os campos, mas o prórpio wordpress não quis aceitar, vai entender esse mundo.

Bom, espero que vocês gostem desse esquema “branco como leite”.


Balanços?

Dezembro 26, 2008

Deixa, deixa eu dizer o que penso dessa vida, preciso demais desabafar

Todo ano tem natal, todo ano tem o final de ano, a virada. Como se a vida não pautasse seus próprios ciclos de nascimento, crescimento e morte, recomeço. Como se um calendário judaico-cristão ocidental pudesse dar algum sentido a esse caos.

Como se um feriado de natal pudesse apagar toda a violência dos dos dias que o antecedem. Das horas perdidas no trânsito, da fumaça, do egoísmo dos terrenos improdutivos, das comidas que vão para o lixo, no trabalho exaustivo ou na falta de trabalho, na desconfiança, no medo, na ignorância.

Estou falando desse papel de trouxa que a sociedade capitalista nos impõe e do qual é difícil se livrar.

Como se a virada de ano pudesse nos dar a esperança necessária para continuar movendo as peças, resistindo. Como se soubéssemos do que exatamente se trata esse jogo, que é maior e mais complexo do que o próprio capitalismo.

E lá sabemos? Do que se trata essa vida?

Assisto de longe e de perto as pessoas que precisam urgentemente de dinheiro, mas não têm condições de obtê-lo. Pessoas que trabalham horas seguidas, sem tempo para um contato mais profundo com sua própria alma, que dirá com a vida do próximo. Pessoas que agem em busca de felicidade e só conseguem atrair a desgraça e a humilhação de quem mais elas queriam bem.

O Espírito Natalino ainda há de perdoar a ranhetisse dessas linhas mal confessadas. E já que ele está presente, vou fazer um único pedido: sabedoria. Sabedoria porque mesmo que não me falte nada, nem saúde, é difícil demais permanecer vivo e mentalmente saudável num mundo como esse.


Simolândia

Dezembro 15, 2008
Assentamento do MST em Simolândia (GO) - 2007

Assentamento do MST em Simolândia (GO) - 2007


Solo de Santa Catarina está desmanchando, diz pesquisador

Dezembro 1, 2008

A primeira tentativa de explicação que recebi foi a matéria abaixo copiada. É claro que não se trata só de um problema do solo, como diz o tal professor, mas também das áreas próximas aos rios… Se vocês observarem nas imagens da TV são casas bem construídas que foram invadidas pelas águas. Ou seja, quem autorizou construir casas ali? Se não construissem ali, onde essas pessoas poderiam morar?

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Solo de Santa Catarina está desmanchando, diz pesquisador
Fonte: Radiobras

Parte do solo do estado de Santa Catarina está desmanchando. A afirmação é do professor do Departamento de Análise Geoambiental da Universidade Federal Fluminense, Júlio César Wasserman.

Em entrevista na quinta-feira (27) à Rádio Nacional, o especialista esclareceu que o desabamento de terra ocorrido nas encostas de cidades do estado devido às fortes chuvas é um processo chamado solifluxão. Segundo ele, na maior parte das vezes o fenômeno acontece devido ao desmatamento das encostas. “Quando se tem ocupação de favelas ou residências com pouca estrutura nessa áreas, esse processo vai ocorrer”, disse.

Ele explicou que a espessura do solo das encostas é relativamente reduzida e que quando há chuvas, as águas penetram até a rocha sã (tipo de rocha que não virou solo). Por esse motivo, a terra ultrapassa sua capacidade de absolver essa água. Fato acontecido em Santa Catarina. “A formação é como se fosse uma manteiga derretendo em um bloco de gelo”, exemplificou.

Para o professor, o papel da Defesa Civil no momento, de identificar as áreas de risco nos estado, deveria ter sido realizado antes. Como exemplo de prevenção, Wasserman citou os trabalhos de conscientização da população feitos nas cidades de Petrópolis e Teresópolis, no Rio de Janeiro.

“Quando atinge uma determinada quantidade de chuva, eles mesmos tomam a iniciativa de abandonar a casa e se instalarem em outros locais”, contou.

O pesquisador também destacou que, além de perder as casas, muitas famílias deverão perder os terrenos onde as moradias estavam construídas, já que as áreas desapareceram no meio da enxurrada. De acordo com ele, nos locais em que o solo se acomodar, será possível fazer uma análise geotécnica.

Nesses casos, as famílias serão orientadas sobre como reconstruir suas casas. Para ele, no entanto, o quadro visto na catástrofe é de barrancos desmoronados e nessa situação a recuperação do terreno será praticamente impossível. “O custo para se construir uma casa pendurada em um barranco é muito alto. Essas pessoas infelizmente vão perder o terreno”, afirmou.

Na opinião de Wasserman , a responsabilidade pelos prejuízos é do estado. “Acho que existe uma grande responsabilidade do estado em ter legalizado esse terreno. Mesmo nas situações de invasão. Acho uma irresponsabilidade o fato do estado ter controlado essa ocupação nessas áreas de risco”, criticou.