Pesquisa inédita revela como vive população de rua

Abril 30, 2008

Vamos parabenizar o MDS por essa pesquisa!

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Pesquisa inédita revela como vive população de rua
De cada cem pessoas que moram na rua, 71 trabalham e 52 têm pelo menos um parente na cidade onde vivem. A atividade mais freqüente é a coleta de material reciclável e uma significativa parcela considera boa a relação com seus familiares. O trabalho e o vínculo familiar são aspectos que compõem a primeira Pesquisa Nacional sobre a População em Situação de Rua, realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Os resultados foram divulgados nesta terça-feira (29/04), em Brasília.

A pesquisa, executada em outubro de 2007, envolveu 71 municípios (23 capitais e 48 cidades com mais de 300 mil habitantes). O levantamento identificou 31.992 pessoas com 18 anos ou mais de idade em situação de rua, o que equivale a 0,061% da população destas localidades. Do total, 72% afirmam que exercem alguma atividade remunerada. A maior parcela (28%) é catadora de materiais recicláveis. A atuação como “flanelinha”, carregador, na construção civil e no setor de limpeza são outros tipos de trabalho mais freqüentes citados por este público.

No levantamento, não foram incluídas três capitais que realizaram pesquisas semelhantes recentemente: São Paulo (SP), com 10.399 pessoas em situação de rua; Recife (PE), 1.390; e Belo Horizonte (MG), 916. Pelo mesmo motivo, Porto Alegre (RS) também não participou da pesquisa, mas o MDS ainda não teve acesso aos dados.

Profissão - Os dados revelam que a população de rua não é composta por “mendigos” e “pedintes”. De acordo com a pesquisa, apenas 16% dessas pessoas pedem dinheiro para sobreviver. Além disso, 59% afirmaram ter profissão, principalmente relacionada à construção civil, ao comércio, ao trabalhado doméstico e ao serviço de mecânica. Dos entrevistados, 48% disseram que nunca tiveram a carteira de trabalho assinada.

Quanto aos vínculos familiares, o estudo também traz uma surpreendente informação: 52% dos entrevistados declararam que têm algum parente na cidade onde vivem. Destes, 34% mantêm contatos freqüentes com a família e 39% classificam como boa essa relação. Foi detectado também que 46% sempre viveram no município em que moram atualmente.

Outro dado relevante verificado pela pesquisa é a posse de documentação. Dos entrevistados, 75% têm pelo menos um documento, sendo que a maioria (59%) porta carteira de identidade. Grande parte, 88,5%, não é atendida por programas governamentais. A aposentadoria, o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) atingem, no máximo, pouco mais de 3% desta população.

Durante a divulgação, a ministra interina do Desenvolvimento Social, Arlete Sampaio, anunciou que o governo federal definiu uma política nacional de inclusão das pessoas em situação de rua e também afirmou que já existe uma séria de ações voltadas para essa população, como os investimentos na geração de trabalho e renda aos catadores de material reciclável. “Vamos adequar nossas ações a essa realidade apresentada pela pesquisa, inclusive com a retirada das ruas daqueles em que é possível, e criar mecanismos de assistência para aqueles que não têm condições de sair das ruas”, esclareceu.

A secretária nacional de Assistência Social do MDS, Ana Lígia Gomes, explicou que essa é a primeira iniciativa nacional de identificação dos problemas e das dificuldades da população que vive em situação de rua. “Com base nos resultados da pesquisa, pretendemos aprimorar a proposta de política nacional voltada para esse público, articulando ações juntamente com outros ministérios”, disse Ana Lígia. Ela informou que o Ministério já investiu R$ 8,2 milhões em projetos de inclusão produtiva, além de repasse de R$ 1,6 milhão a municípios para atender essa população e estruturação de abrigos.

Mais homens e alfabetizados - O levantamento identificou uma predominância masculina (82%) entre as pessoas que vivem na rua. A maior parte, 53%, entre 25 e 44 anos, sendo que 30% se declararam negros, índice bem acima da média nacional, que é de 6,2%. Já o percentual dos que se consideram brancos é de 29,5% (54% entre o conjunto dos brasileiros).

Em relação à freqüência à escola, o levantamento mostra que 95% não estudam atualmente. Do universo pesquisado, 74% sabem ler e escrever, mas 63,5% não concluíram o ensino fundamental. A renda, na maioria dos casos, varia de R$ 20 a R$ 80 semanais.

Os problemas causados pelo alcoolismo e as drogas são apontados por 35,5% dos entrevistados como o principal motivo para passar a viver na rua.. O desemprego, com 30% das citações, e os conflitos familiares, com 29%, compõem o quadro de razões que os levam a viver nas ruas.

Dos pesquisados, 70% costumam dormir na rua e 22% em albergues, mas 46,5% preferem passar a noite na rua, principalmente por causa da liberdade, e 44% manifestaram preferência pela instituição, por temer a violência. Quase metade (48%) dos entrevistados que participaram do levantamento está há mais de dois anos dormindo na rua ou em albergue.

Alimentação - Segundo os resultados da pesquisa, 80% das pessoas em situação de rua fazem pelo menos uma refeição por dia, sendo que 27% utilizam o próprio dinheiro para comprar comida. Em relação às condições de saúde, 30% afirmaram ter algum problema, como hipertensão, distúrbio mental e Aids; e 19% fazem uso de medicamentos.

Os principais locais para higiene são a própria rua (33%), os albergues (31%) e os banheiros públicos (14%). Estes também são os lugares mais utilizados para fazer as necessidades fisiológicas. Sobre discriminação, as principais queixas se referem a entrar em estabelecimentos comerciais e transporte coletivo.

A aplicação da pesquisa foi uma das decisões do I Encontro Nacional sobre População em Situação de Rua, promovido em 2005. O MDS investiu R$ 1,5 milhão neste levantamento, feito pela Meta Instituto de Pesquisas de Opinião Ltda - empresa contratada por meio de licitação.

Fonte: Em questão - Portal do Governo Brasileiro
Editado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
Nº 638 - Brasília, 29 de Abril de 2008


Delírios ou carta aberta a quem interessar possa

Abril 28, 2008

Haverá um dia em que qualquer cidadão poderá entrar num grande supermercado, adquirir uma mercadoria e sair sem nada pagar e sem receber punição alguma por isso. Da mesma forma, os cidadãos poderão tomar coletivos para se deslocar de uma cidade a outra,  ou de um país a outro, sem nada pagar pois as roletas e catracas de todo mundo estarão extintas.

Haverá um dia em que todos vão nascer já sabendo alguma coisa sobre que lugar ocupar nesse vasto mundo, e ninguém terá dúvidas sobre seu próprio talento. Alguns decidirão pintar telas magníficas, outros vão plantar,  outros vão desenvolver a genética, outros ainda vão fazer contas, ou a cada dia, vão dedicar pouco do seu tempo a uma dessas coisas. Outros ainda decidirão passar a vida como um vagabundo qualquer - e não terão que passar vergonha e nem pagar impostos por isso.

Haverá um dia em que as religiões deixarão de existir. Bancos, só os de praça. Governos? Nesse dia onde todos saberão onde estar, porque estar e como estar, de que servirão governos?  De que servirão os exércitos num lugar onde cada um sabe onde está, porque está e como está?

Haverá um dia em que todos saberemos, exatamente, a que viemos.


Zeitgeist - Movie

Abril 14, 2008

Zeitgeist - o filme

Como eu não vi esse filme no cinema ainda?

O pior é que eu não consegui terminar de assistir por conta da internet lerda que tenho em casa e - como diz minha irmã, sou vovozinha da internet: não descobri ainda como faz o download do filme pra poder assistir offline.

Só do trecho que assisti dá pra fazer vários posts, mas quero terminar de ver antes disso.

Por enquanto, vocês também podem assistir por aqui:

http://zeitgeistmovie.com/

Wikipedia:

Zeitgeist (Sound (audio)?) é um termo alemão, que se traduz como espírito do tempo, também podendo se utilizar do termo em português para denominá-lo. O Zeitgeist significa, em suma, o nível de avanço intelectual e cultural do mundo, em uma época. A pronúncia alemã da palavra é tzaitgaist, de acordo com o Dicionário Escolar Michaelis de Alemão.

O conceito de espírito do tempo denota a Johann Gottfried Herder e outros românticos alemães, mas é melhor conhecido no livro Filosofia da História de Hegel. Em 1769, Herder escreveu uma crítica ao trabalho Genius seculi do filólogo Christian Adolph Klotz (Artigo na Wiki alemã), introduzindo a palavra Zeitgeist como uma tradução de genius seculi (Latim: genius - “espírito guardião” e saeculi - “do século”). Os alemães românticos, tentados normalmente à redução filosófica do passado às essências, trataram de construir o “espírito do tempo” como um argumento histórico de sua defesa intelectual.


Ponto de Vista - Filme

Abril 8, 2008

Acabei de chegar do cinema… Como era Cinemark e era também segunda-feira, dia mais barato, acabei caindo na sala do filme “Ponto de Vista”. Na sinopse estava lá, aquela história de presidente norte-americano que sofre atentado, só que sob oito ponto de vistas diferentes.

Pensei… Hmmmm. Oito pontos-de-vista diferentes… Pode ser bacana. Os atores são bons. Vou arriscar.

Daí entrei na sala… Nas cenas finais eu só pude rir, porque, manja aquela história de bomba, assassinato, perseguição automobilística, milhões de mortes diferentes no decorrer da história, e chega no final, o terrorista “desvia” o carro de uma criança que se atravessa numa rodovia de alta velocidade?!?

Tive uma síncope de tanto rir. Não sei qual foi a intenção do roteirista ou do diretor do filme, mas a mim só fez rir. Vai me dizer que o terrorista, depois de atropelar velhinhos, pedestres, matar vários sem dó nem piedade, tem a alma boa a ponto de desviar de uma criança que se atravessou no seu caminho?

Enfim… Todas os oito pontos-de-vista da história podem ser resumidos em um só: matar pra não morrer.

Como os caras gastam tanta grana num filme com essa filosofia meia boca, não sei. De repente é uma parada meio terapêutica…. Será que os norte-americanos sacam o ridículo dessa película?


Sete Cidades

Março 27, 2008

Sete Cidades - 2008

Casco de tartaruga? Pele de jacaré? Araticum gigante?
Passear pelo Parque Nacional de Sete Cidades, no Piauí, é como ficar advinhando os desenhos das nuvens do céu.


Salada: EUA, guerra, mercado financeiro…

Março 25, 2008

Henry Ford: “É bom que o povo não entenda nosso sistema bancário e monetário, porque se entendesse, acho que haveria uma revolução antes de amanhã”.

Paul Krugman, no artigo A ausência da crise financeira na campanha eleitoral dos EUA:
(..)”A guerra é de fato um desperdício grotesco de recursos, que colocará fardos imensos a longo prazo sobre a população americana. Mas é errado culpar a guerra pela encrenca econômica atual: a curto prazo, os gastos na guerra na verdade estimulam a economia. Lembre-se, o índice mais baixo de desemprego experimentado pelos Estados Unidos no último meio século ocorreu no auge da Guerra no Vietnã” (…).

Carlos Eduardo Machado, sobre o neoliberalismo: “1. Prioridade absoluta para os direitos do capital; 2. ocultamento das relações capital-trabalho e responsabilização do indivíduo frente ao capital; 3. a despolitização da política econômica, tratada como técnica universal; 4. abertura de novos espaços para valorização do capital e, finalmente, culpabilidade dos países dependentes pela desordem financeira”.


Criando raízes…

Março 23, 2008

Paisagem - Águas Claras
Uma árvore entre os arranha-céus de Águas Claras
Foto de Viviane Monteiro